quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Vergonha de sofrer como cristão?


1 Pedro 4.15, 16
15 Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios;
16 mas, se padece como cristão, não se envergonhe; antes, glorifique a Deus nesta parte.

Se você é um seguidor de Cristo por ter tido dele uma revelação e um chamado para segui-lo e não por um "modismo" ou porque a multidão o segue por seus próprios interesses; então não tenha vergonha de sofrer como um cristão.

Hoje parece não ser vergonhoso matar, roubar, ser um malfeitor ou se meter na vida dos demais; parece ser normal. Muitos dizem: "todo mundo faz isso de uma ou de outra maneira".
O mal se apresentou com carinha do bem, o profano com carinho de santo. Valores se inverteram. O bandido é o mocinho e o mocinho é o bandido agora. Os monstros não assustam mais e agora são "amiguinhos" das crianças e se transformaram em brinquedos e bonecos que dormem com elas.
Fazer um aniversário de nossos filhos com personagens bíblicos é "cafona", mas com o que está de moda em Hollywood mesmo que transmita uma mensagem de ocultismo, nova era, ou qualquer coisa do gênero é o top para muitos cristãos.

Em uma sociedade confusa, estamos aplaudindo e bajulando os homicidas, honrando os ladrões, bendizendo o malfeitor e deixando de meter-se em nossas próprias vidas e nos tornamos especialistas em meter-nos na vida dos demais. Com nossos palpites resolvemos o problema do mundo, mas não temos uma palavra, decisão ou ação para resolver nossos conflitos internos.
Enquanto isso as vítimas não são defendidas, os roubados não são restituídos, os caluniados não podem falar nem são convidados nas conversas onde seus nomes estão expostos e a vida de muitos virou uma vitrina com muitas rachaduras de pedras duras e injustas dos intrometidos que se metem em negócios alheios.

Bom, nisso tudo uma coisa é certa; se plantamos uma semente de maça não vai nascer pera. O homicida, o ladrão, o malfeitor e o intrometido vão colher seus amargos frutos e vão sofrer e parece que é nesse sofrimento que muitos não tem vergonha (outros sim) e o culpado se diz inocente com sua carinha de gato que arranhou mas escondeu a unha.

Pedro está dizendo que o padecimento nessa vida é inevitável, mas ao sofrer que não seja por consequência de ter tirado a vida de alguém (podemos nunca ter matado a ninguém, mas com ações e palavras podemos deixar pessoas vivas porém mortas por dentro), de ter roubado a ninguém (podemos nunca ter roubado o dinheiro de ninguém, mas sim o tempo, a confiança, a alegria), de ter caluniado ou intrometido na vida alheia.

O apóstolo nos ensina que se vamos padecer que seja por causa de seguir a Cristo.
É interessante que nesse texto, se fizermos o mal vamos sofrer e se queremos seguir a Cristo também (mensagem oposta a um tal "Evangelho da Prosperidade").

A questão não é o sofrimento (pois é inevitável nessa vida), mas sim por causa de que sofremos e por consequência a que sofremos.

Seguir a Cristo não é vergonhoso; e sim uma honra.

Parecer como cristão é a consequência de não ter tirado a vida de alguém mas sim dado a sua.
Padecer como cristão é a consequência de não ter roubado a ninguém, mas ter sido assaltado em muito sentidos na vida e no entanto perdoar o ladrão.
Padecer como cristão é a consequência de bendizer aos que o maldizem.
Padecer como cristão é a consequência de não meter-se na vida alheia e preocupar-se em tirar a trave que está em seu olho sem ter tempo de olhar o cisco no olho de seu irmão.
Padecer como cristão não é vergonhoso e sim um motivo de glorificar a Deus.

Atos 5:41
Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus.

Não tenha vergonha do sofrimento se for por seguir a Jesus.

JLS

Ficaram com Ele - João 1.39

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